Publicado por: barcos na ria | 09/11/2008

embarcações

Levantamento de informação escrita, oral e fotográfica dos diversos tipos de embarcações que navegam na ria.

imagens 638_300 px

Mestre Evangelista Loureiro - construtor de embarcações tradicionais (leme de um barco moliceiro)

Está a ser construído/reconstruído um barco de mar na praia de Vieira de Leiria.

A obra está a cargo do mestre construtor de embarcações tradicionais da ria de Aveiro, mestre Evangelista Loureiro, conhecido por “Gadelha”, natural e residente no Seixo de Mira.

Este mestre continua a trabalhar na arte da construção naval de pequenas embarcações lagunares e também na reparação de alguns tipos de  embarcações de mar.

Trata-se de uma arte em vias de extinção, quer pela falta de trabalho (clientes), quer pela falta de incentivos pelos organismos competentes.

Os proprietários de embarcações tradicionais estão a optar pelas embarcações em fibra de vidro. Defendem que o preço de aquisição é mais baixo e  que a manutenção é menos dispendiosa.

No entanto, uma embarcação em madeira, de construção tradicional apresenta algumas vantagens: a estética, ou seja a beleza da embarcação, a textura da madeira, a robustez e o valor identitário de uma região (preservação da tradicção), defendem alguns mestres construtores.

Na realidade, os estaleiros que ainda existem estão em vias de extinção, os mestres encontram-se na faixa etária dos 60 anos e não deixam seguidores. A arte da construção naval tradicional, de pequenas embarcações, desaparecerá em poucos anos.

Torna-se urgente uma intervenção nesta área!

Transcrevo na íntegra um texto que escrevi, como resposta a um comentário a António Fangueiro(1), do blog Caxinas-a-Freguesia”, a quem agradeço o seu contributo neste espaço, a propósito do projecto “DORNA”.

(…) A mudança não se processa somente através das boas intenções, pois delas está o mundo cheio. A livre iniciativa de alguns, poucos, mas determinados, pode mover montanhas. A persistência está na base do sucesso. Portanto, algumas gotas neste extenso “oceano” podem não fazer a diferença a curto prazo, mas a médio e longo prazo, juntando umas gotas mais, pode chamar a atenção dos “outros” poucos que detêm o poder de decisão.

Continuar a fazer um trabalho de pesquisa, unindo esforços com outros investigadores, instituições já sensibilizadas para o problema, pode trazer a “lume” o problema da extinção da arte da construção naval (um saber ancestral), e da consequente extinção dos barcos tradicionais. O projecto Dorna, poderá vir a constituir o ponto de partida para esta questão… quiça! O facto de podermos expressar os nossos anseios, conhecimentos, e divulgar o estado da arte através das novas tecnologias de comunicação, torna-se numa mais valia, numa oportunidade de poder “fazer algo por”.

Bem hajam todos os que por este, ou outro meio, têm chamado a atenção para esta perda de identidade, de conhecimento e saberes ancestrais que o Homem tem apagado de forma tão rápida e eficaz, em prole da inovação. Essa inovação que deveria estar a favor da recuperação e revalidação das embarcações tradicionais, e não contra.

A mudança não é boa nem má, é somente aquilo que o Homem quiser que ela seja. Se inovar pressupõe eliminar, então o Homem não valoriza o seu passado, não aprende com ele. E aprender com ele é estudar, rever, restaurar os artefactos herdados dos seus antepassados e aí sim, inovar mantendo a identidade de um povo, de um lugar.

Continuar e divulgar, ainda mais, tudo o que diga respeito a esta realidade sobre as embarcações tradicionais…

Etelvina Almeida

(1)António Fangueiro efectua uma  busca quase diária de tudo o que se relacione com o que pode ler no blog Caxinas-a-Freguesia, desde pesca do bacalhau aos barcos tradicionais, “que tanto gosto e quero recuperar nas Caxinas”, refere.

lhttp://caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt


link para o comentário no “post” deste blog, a propósito da recuperação da arte da construção naval e do projecto “DORNA”.

http://etelvina.wordpress.com/tipologias/#comment-40

PROJECTO DORNA

“Com o projecto DORNA a AIM irá criar uma ferramenta que ajudará à conservação do património histórico das embarcações tradicionais e dos estaleiros que os construíram e ainda constroem.

Serão realizadas no âmbito deste projecto diversas acções. Assim, será realizado um plano director de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais existentes, será criada uma rede de especialistas para a melhoria da competitividade do sector e um plano director de embarcações tradicionais no espaço atlântico que incluirá a definição e desenvolvimento de uma série de propostas de melhoria, tanto no que se refere ao produto, como à promoção do mesmo incluindo a sua comercialização e distribuição.
Será elaborada uma plataforma de comércio electrónico que permitirá às empresas de construção de embarcações tradicionais aceder aos mercados internacionais.”

fonte:   http://www.aim.pt/index.php?mod=articles&action=viewArticle&article_id=136&category_id=27

Publicado por: barcos na ria | 23/10/2009

A arte do saltadouro (taínha) na Ria de Aveiro

A descrição desta arte de pesca praticada na Ria de Aveiro, que se dá pelo nome de peixeira, salto ou saltadoiro, ainda é praticada por uns dos últimos pescadores da região, o Ti Manuel Violas e seu filho Alfredo.

Trata-se de um trabalho de investigação realizado pelo António Cravo, um homem interessado nas lidas do mar e da ria. Interessa-se pelos barcos, pelos homens, pelas artes e pela paisagem. É um investigador interessado e curioso, ama a ria e o mar.

António dedica-se à fotografia e o seu trabalho reflecte o seu gosto e entusiasmo por temas marítimos e lagunares.

A seguinte foto-reportagem começa assim:

Foi uma das experiências mais enriquecedoras deste verão.

Passo na íntegra o seu texto conforme se encontra no site, e recomendo a visita.

link: http://olhares.aeiou.pt/ti_manel_viola_foto3154822.html

“Ti Manuel – armar o curral

O Ti Manel tem 88 anos e ainda vai à pesca. a arte que ele e o filho Alfredo usam responde por diversos nomes: peixeira, salto, saltadoiro.

Se às diferentes formas de pescar se chamam artes, não conheço nenhuma outra a que tão merecidamente se lhe aplique a designação.

Tanto quanto sei, só existem uma bateira com esta arte na ria de Aveiro, a do Ti Manel  Viola na Bestida, Murtosa.

É uma arte de emalhar dedicada prioritariamente à pesca da tainha.

Saímos da Bestida ao meio dia (tínhamos de chegar aos possíveis pesqueiros com a maré a parar, requisito necessário à arte) e regressámos às 19h.
Quando o Alfredo, que ia ao motor, sabia que se aproximava um possível pesqueiro, parava o motor e começava a fazer deslizar silenciosamente a bateira impulsionando-a à vara.
Se via taínhas a voz era : “estou a sentir peixinho” ou “estou a ler a ria e vejo peixinho”. Lançamos a rede pai? e o Ti Manel: tu é que sabes filho.

Se sim, o Ti Manel lançava as redes e o filho ia guiando a bateira de forma a que se constituísse o cerco.

Depois de armada a arte, voltava-se ao princípio da rede (o curral) batendo sempre com a vara na água, do lado de fora da rede, para empurrar o peixe para a malha.
(para que conste: o ti manel nasceu a 26 de outubro de 1921 e o seu nome próprio é manuel maria da cruz)

Enquanto se bate na água, o peixe ou fica emalhado no cerco, não muito, ou vai caminhando em direcção ao curral.

No curral ou fica emalhado na rede de tresmalho que constitui o curral, ou, sendo a tainha um peixe que salta bem para fora de água, tenta passar por cima do tralho da cortiçada saltando, para seu mal, para a manga, rede fixa na horizontal paralelamente ao curral. ao saltar é nela que cai.

Enquanto se vai rodeando o cerco os olhos vão sempre acompanhando o comportamento do peixe, é, acreditem, um espectáculo assistir ao saltar das taínhas e vê-las cair na manta. Vai-se assim calculando a parte visível do lanço.

Depois de chegar ao extremo do cerco, que fica perto do curral, começa-se a colher o cerco ( cerca de 200 metros de rede) até se chegar de novo ao curral.

Nesse dia fizemos 3 lanços, só terceiro justificou a pescaria, não imaginava que na ria houvesse tanta tainha, negrões e garrenos e de tão grandes dimensões.
Desde o montar do curral e da manga, passando depois pelo lançar do cerco, até ao final de cada lanço, decorrem cerca de duas horas.

O Ti Manel e o filho Alfredo têm lugar de venda na praça de Pardelhas e aí vendem aquilo que pescam, por isso só vão à pesca na véspera dos dias de feira, para garantirem peixe fresco ao freguês.

Infelizmente a taínha é um peixe de pouco valor e o Alfredo já disse que quando o pai deixasse de ir pescar, acabaria para ele a pesca.
Disso e de outras coisas mais, falarei nos próximos dias. queria que esta descrição que aqui vos vou deixar, de uma arte que já nem consta na lei e qualquer dia desaparecerá, seja um testemunho para aquilo a que os historiadores chamam “memória futura”.

Distribuição das tarefas durante o lanço.

O Ti Manel é quem arma o aparelho constituído por 3 peças : o curral, a manta e o cerco.
Durante esta fase é o filho Alfredo que impulsiona a bateira, à vara se houver calado para tal, ou remando “à joja”, se a vara não calar.
A bateira tem três escalamões em madeira, que servem de eixo para apoio os remos; dois estão na direcção um do outro, um pouco à frente do traste da proa, para que possa remar um só homem (à joja) e outro um pouco à frente do segundo traste, para que possam remar dois homens.
(o traste não é mais que uma tábua que serve de banco)
O colher das redes os papéis invertem-se: o Ti Manel vai impulsionando a bateira enquanto o filho Alfredo vai colhendo, limpando e safando o peixe.
Depois de todo o aparelho colhido ambos tratam de safar a rede e safar o peixe que ainda está emalhado.

Relatório oficial do regulamento da ria

Pelo seu interesse, reproduz-se o que o “Relatório oficial do regulamento da Ria” de 28 de dezembro de 1912, da responsabilidade do Capitão-Tenente Jaime Afreixo e outros, diz a respeito desta arte.

“Salto, parreira ou peixeira é talvez o mais engenhoso dos aparelhos de pesca interior. só se conhece o seu uso na ria de Aveiro, onde foi inventado haverá meio século, por um pescador de esgueira, sendo logo adoptado pelos da Murtosa, em cujas mãos se tem conservado quase exclusivamente .

Consta de uma cortina de rede – o cerco – guarnecida de chumbeiros e cortiçada, que descreve com os seus primeiros 20 metros de tresmalho, uma espiral, estendendo depois cerca de 400 metros, sem albitanas, em ligeira curva, e dum segundo pano de tresmalho – a manta – que prolonga a rede da espiral em aparador para fora de água e para a parte externa.
A espiral, caracol ou curral, é estacada: pequenos paus com varas de croque da altura de uma braça, intervalados de cerca de 3 metros, fixam as tralhas (cordas onde se prende a rede) superior do cerco e inferior da manta, sustentando-se a tralha superior desta em outras varas um pouco mais altas, cravadas em espiral envolvente.

As porções do aparelho compreendidas nos primeiros intervalos, a contar da origem, têm o nome de 1º arinque e 2º arinque, e constam só do tresmalho.”

Outros links de interesse dos trabalhos do António Cravo, entre os quais, a arte xávega:

consultar para a arte xávega:

http://www.fotolog.com/acravo98

http://www.fotolog.com/poemas_xavega

história da xávega

http://www.fotolog.com/xavega

http://blog.fotolog.com/2008/10/song-of- the-sea

Ti Manuel Violas - arte do saltadoiro (Fotografia de António Cravo)

Ti Manuel Violas - arte do saltadoiro (Fotografia de António Cravo)

Sobre o mesmo tema, e fruto de uma investigação realizada há 24 anos atrás, encontra-se a reportagem da Drª Ana Maria Lopes, autora de obras relacionadas com o mar e a Ria de Aveiro:

-  “Moliceiros – a memória da Ria, Livros Quetzal,1997

-  “Faina Maior – a Pesca do Bacalhau nos Mares da Terra Nova”, Livros Quetzal,1996

-  “Vocabulário marítimo Português e o problema dos mediterraneísmos”. Trata-se da sua dissertação de licenciatura em Filologia Românica, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em Janeiro de l970, trabalho de pesquisa da autora realizada em 1975, publicado pelo Instituto de Estudos Românicos e editado em separata da Revista Portuguesa de Filologia.

Sobre a obra de Ana Maria Lopes, Gaspar Albino, um autor aveirense, refere “(…) dos livros que Ana Maria Lopes tem vindo a publicar, todos eles a cheirar a maresia, todos eles a saber a sal.”

Link: http://www.prof2000.pt/users/avcultur/GasparAlbino/Pg001100.htm

A autora também mantêm um blog, desde Abril de 2008, relacionado aos temas: museologia, arte e fotografia.

Marintimidades “foi criado para falar das coisas do mar, da ria, de embarcações, de artes, de museologia marítima e de eventos que surjam dentro desta área, publicitando-os, e sobre eles detendo um olhar”, refere a autora no seu blog.

Nesse mesmo blog a autora descreve minuciosamente a arte do saltadouro.Trata-se do “saltadouro do Ti Tainha”. Investigação de campo levada a cabo pela autora a 12 de Agosto de 1985, na Costa Nova, Concelho de Ílhavo.Transcrevo na íntegra a 1ª parte da sua reportagem e aconselho a leitura do restante texto no blog da autora. “De entre as artes – a pesca sempre foi produto de engenho, arte e esforço – que antigamente se praticavam ao longo dos canais da ria, senti desde muito nova uma atracção pela arte do saltadouro. Impressionava-me a complexidade do enredado e do capricho posto na sua botadura, como que construindo um caracol para onde as tainhas espavoridas pelo batuque do maço no fundo da bateira, ou pelo espalmar das varas chicoteando a mansidão das águas, as obrigava a entrar na sua bocarra, enfeixadas no anel, até que, procurando a fuga, saltavam espavoridas aterrando nas abas da caracoleta, entrelaçadas nas malhas que as prendiam, à medida que estrebuchavam para se libertar. Menina e moça, quando ainda havia muitos saltadouros na ria, à hora do jantar, na sala da frente quase debruçada sobre a ria, ouvia-se distintamente aquele som ritmado, rufado, como que chamando a dança ritual.

Nesse tempo, a ria quase beijava o degrau da porta do palheiro; agora que a levaram para longe, para beber com os olhos e encher os sentidos com a sua serenidade encantadora ou apreciar os seus arrufos embravecidos, somos nós que temos de andarilhar para ir ao seu encontro.

Naquele dia, perguntava-me se ainda haveria alguma dessas artes em vias de extinção com o andar dos tempos.
Recebi com agrado a notícia de que o Ti Manel das Tainhas ainda usava o saltadouro.

Pelas 10 horas da manhã, numa segunda-feira de Agosto, fui ao encontro do Ti Manel das Tainhas. Não é muito comunicativo, mas é simpático, afável e lá vai dando algumas explicações. Tem 78 anos, nasceu na Murtosa, mas vive na Costa-Nova, desde criança. Alto, magro, tisnado do sol, um pouco curvado, pelo mister e pela idade, mora, agora, numa recoleta de um palheirinho riscado de azul e branco, na Lomba, de onde desce, todas as matinas, invariavelmente, as escadas do lado sul, que desembocam no largo Arrais Ançã. Com facilidade persigo-o da minha casa, andando no seu encalço e escolhendo o momento mais oportuno para o interpelar.

Veio da Murtosa, com barco e redes, e aqui, na «nossa» ria, sempre se dedicou ao saltadouro. Já o seu pai se dedicava a esta arte, no Verão.

Tinha sabido pelo Miguel que a bateira do Ti Manel, a velha e inconfundível bateira, de bica bem levantada, a Preta, por ser embreada a negro, não estava amoirada no local habitual.
Procurámo-la e, um pouco mais a sul, encontrámo-la. Ao nosso chamamento, libertou a Preta da estaca e com um leve impulso abicou à margem, para nos falar.

O Ti Manel recebeu-nos afavelmente. Muito embora inquisilando o meu interesse pelo assunto, pôs-se inteiramente à minha disposição para me elucidar sobre a técnica e as manhas postas na arte de empalmar as tainhas saltadoras.

O Ti Manel tinha saído de casa às seis da manhã e ia esperando pela maré, como se as horas, para ele, não contassem. Batiam as dez, na torre da Igreja da Gafanha do Carmo.”

Link: http://marintimidades.blogspot.com/2009/08/o-saltadouro-do-ti-tainha-i.html

Ti Taínha -fotografia do arquivo da Drª Ana Maria Lopes (blog maritimidades)
Ti Taínha -fotografia do arquivo da Drª Ana Maria Lopes (blog maritimidades)

Publicado por: barcos na ria | 15/10/2009

inscrição no colóquio “falas do mar/falas da ria”

O Colóquio “falas do mar/falas da ria”, dia 23 de Outubro de 2009, terá lugar no Museu Marítimo de Ílhavo.

A inscrição podeá efectuar-se:

- via e-mail: informando da intenção de participar no referido colóquio e solicitando uma posterior confirmação, já que o número de lugares é limitado.

museuilhavo@mail.telepac.pt

- por telefone: 234 329 990

Compareça!

livro seno fonseca_750px

Lançamento do livro

“Costa Nova do Prado – 200 anos de História e Tradição”

Projecção de documentário “Costa‐Nova‐do‐Prado – 200 Anos de História e Tradição”
Realizado por Rui Bela

Senos da Fonseca  |  19 Set.2009

Apresentado pela Drª Zita Leal na Calçada Arrais Ança, na Costa Nova do Prado

Trata-se de uma obra de referência para todos os interessados em conhecer um pouco desta praia cosmopolita que é, e foi,  a Costa Nova (Ílhavo).

Segundo o autor,  Senos da Fonseca, esta obra “não tem a pretensão de ser um álbum de um imaginário inerte (longínquo) que já passou; o livro tenta recuperar o imaginário, mais por palavras do que por imagens, inserindo-o no tempo e dando-lhe vida.”

É uma obra editada pelo autor, numa primeira edição de 500 exemplares, com fotografias e tratamento de imagem de Rui Bela.

Rui Bela, natural de Ílhavo, é empresário, realizador e dinamizador do projecto “Rialidades” – Enciclopédia Audiovisual da Ria de Aveiro. “A criação de um banco de imagens, vídeo e fotografias, retratando, desde inícios do século XX, as vivências na laguna, um ecossistema tão rico em biodiversidade, tem sido uma das aspirações e preocupações do autor ao longo da sua carreira.”

http://www.ondavideo.com/

Senos da Fonseca tem outras obras de referência – livros e blogs:

- «MARÉS» 2008

- O Labareda

- Edição do Blog Terra da Lâmpada – 2007

- Ílhavo Ensaio Monográfico Séc X – Séc XX

- Ângelo Ramalheira – O Rigor Científico numa Personalidade de Eleição

- Filinto Elísio

- Guilhermino Ramalheira – O Discurso da Paixão

- Nas Rotas dos Bacalhaus

- Alexandre da Conceição – Poeta da Terra Absurda

- Blog Vol. I, II, III, e IV

http://senosfonseca.com/livros.php

Algumas fotografias do evento.

Ria de Aveiro - Costa Nova

Ria de Aveiro - Costa Nova

os autógrafos...

os autógrafos...

momentos de nostalgia...

momentos de nostalgia...

 Projecção de documentário “Costa‐Nova‐do‐Prado – 200 Anos de História e Tradição” realizado por Rui Bela, na Calçada Arrais Ança na Costa‐Nova‐do‐Prado

Projecção de documentário “Costa‐Nova‐do‐Prado – 200 Anos de História e Tradição” realizado por Rui Bela.

o autor - Senos da Fonseca

o autor - Senos da Fonseca

Publicado por: barcos na ria | 13/10/2009

Congresso e-design – visões para o ensino na Europa

O Centro Português de Design vai realizar o Congresso e-design – visões para o ensino na Europa nos novos contextos ambientais e económicos, que decorrerá nos dias 6 e 7 de Novembro de 2009, na Culturgest, em Lisboa.

Pretende-se com a realização deste Congresso atingir os seguintes objectivos:

_Reunir uma task force para pensar o ensino do design;
_Promover a reflexão sobre o ensino do design em Portugal e na Europa;
_Contribuir para uma visão de futuro no ensino do design e para a excelência;
_Estabelecer uma interface de contactos e experiências;
_Definir estratégias de acção concertadas;
_Aumentar a visibilidade e notoriedade das actividades em e de Design.

Com comunicações de oradores nacionais (papers em análise), contamos com um keynote speaker, oradores convidados e representantes de instituições nacionais e internacionais.

António Câmara, CEO Ydreamskeynote speaker

Anna Calvera (Espanha)
Federica Dal Falco (Itália)
Norman McNally (Reino Unido)
Sanna Simola (Finlândia)

BEDA
The Bureau of European Design Associations, Jan Stavik (President)
Cumulus The Cumulus International Association of Universities and Colleges of Art, Design and Media, Christian Guellerin – vídeo (Presidente)
EAD The European Academy of Design, Vasco Branco (Universidade de Aveiro)
EIDD Design for All Europe, Finn Petrén (President)
ICSID Internacional Council of Societies of Industrial Design, Carlos Hinrichsen (President)

Com base nos temas principais do Congresso:
Desafiando o “desafio de Bolonha”
Design para um mundo melho
r

e pelas suas experiências a nível mundial, serão apresentadas novas abordagens sobre os desafios de uma sociedade em mudança, novas áreas de oportunidade para o design, novos perfis de competências para novos mercados de trabalho, questões que permitirão estimular e enriquecer a reflexão dos participantes.

Contamos com a sua presença.

………………………………………………………………………………….

Informações mais detalhadas: www.congressoe-design.eu
Preço inscrição por pessoa: € 50,00 (IVA incl)
Data limite de inscrição: 26 Outubro 2009

Local: Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest
Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos
Rua Arco do Cego, Piso 1
1000-300 Lisboa

fonte: http://www.congressoe-design.eu/e_design/organizacao_edesign.html

Publicado por: barcos na ria | 13/10/2009

Colóquio “Falas do mar/falas da ria”

IMG_3246_museu_750px

Este colóquio realizar-se-á no Museu Marítimo de Ílhavo, a 23 de Outubro de 2009.

Programa

10.00
Sessão de abertura
10.15 – 11.30
Álvaro Garrido (Director do Museu Marítimo de Ílhavo)
Ana Paula Guimarães (IELT, Univ. Nova Lisboa) – “Lavrar / Navegar na tradição popular portuguesa”.
Clara Sarmento (CEI, Inst. Politécnico Porto) – “Falas da Ria sobre a Ria: Ambiente e Património no Barco Moliceiro”.

Intervalo

Joaninha Duarte (IELT, Fluviário) conta uma história sobre o mar e sobre Aveiro.
11.45 – 13.00
José Maria Trindade (CIID, Instituto Politécnico Leiria) e Convidados – Os Pescadores da Nazaré
Matilde Estevens (Inst. Politécnico Lisboa e Univ. Coimbra) – “Marinhagem”.

13.00 – 14.00
Almoço

14.00 – 15.00

Construtores Navais & Pintores de Moliceiros
Manuel Augusto Oliveira, direcção da Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro.
Manuel Felisberto de Oliveira Amador, construtor naval.
José Manuel Oliveira, pintor de moliceiros.

15.00 – 15.45
Ana Maria Simões Lopes (Investigadora) – “O linguajar da Ria na ‘arte do saltadouro’”.
Silvério da Rocha-Cunha (Univ. Évora) – “Com os pés no mar: imagens político-filosóficas do mar numa Era Global”.

Intervalo

16.00 – 17.30
Cristina Novo (FCSH, Univ. Nova Lisboa) e Rui Torres (FCSH, Univ. Fernando Pessoa) – “POPULAR ID:
Identidade Visual Popular Portuguesa em Hipermédia”.
José Barbieri, Filomena Sousa (Projecto MemoriaMedia, IELT) – “Vozes do mar no MEMORIAMEDIA”

18.00
Sessão de Encerramento

ANIMADORES DOS DEBATES: Isabel Victor (Museu do Trabalho Michel Giacometti); Luís Cancela da
Fonseca (IELT, Universidade do Algarve); Pedro Prista (IELT, ISCTE), João Figueira de Sousa
(FCSH).


“O Colóquio “Falas do Mar / Falas da Ria” resulta de uma colaboração entre o Instituto de Estudos de
Literatura Tradicional (IELT) da Universidade Nova de Lisboa – com especial relevo para os projectos
“Falas da Terra: Natureza e Ambiente na Tradição Popular Portuguesa” e “Práticas da Cultura” – , o
Museu Marítimo de Ílhavo e o Centro de Estudos Interculturais (CEI) do Instituto Politécnico do Porto.
“Falas do Mar / Falas da Ria” é dedicado a todo o riquíssimo património oral, literário, documental,
pictórico, fotográfico e multimédia existente – do passado e do presente – sobre as práticas culturais,
representações, valores, comportamentos, simbologias e discursos ligados ao Mar em geral e à Ria de
Aveiro em particular.
A perspectiva interdisciplinar deste Colóquio conta com a contribuição de investigadores, criadores e
narradores capazes de encetar uma busca comum e comparada do conhecimento, com a preocupação
de ligar a investigação bibliográfica e multimédia à experiência de vida e do terreno.
Ciente de que as comunidades do Mar e da Ria organizam o seu quotidiano em diálogo constante com o
meio circundante, este Colóquio explora o modo como a tradição canta, conta, simboliza, representa,
desenha, transfigura, questiona e perpetua essa interacção, tanto no real como no imaginário.
As rotas desta navegação pelas Falas do Mar e da Ria passam pelos usos da memória, pelas histórias de
vida, processos artísticos e sociais, hábitos de trabalho e mobilidades, tempos, territórios, identidades,
cerimónias, técnicas e rituais. Viaja entre- e intra-culturas, não só no espaço e no tempo, mas também
entre os diversos conceitos de cultura. Um projecto inter/intracultural coordena em si as leituras plurais
do termo, incluindo desde a cultura popular, a cultura de massas e as definições sócio-simbólicas da
cultura, até à cultura erudita, académica e institucional. Para que a viagem do conhecimento possa
seguir rumos por todos navegáveis, sem se perder nos meandros do hermetismo erudito.”

fonte: programa (pdf)

link para aceder ao programa: http://www.memoriamedia.net/

contactos:

Museu Maritimo de Ílhavo www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt – museuilhavo@mail.telepac.pt
Av. Doutor Rocha Madail, São Salvador, Ílhavo – 234 329 990

IELT/FCSH/UNL www.ielt.org – instielt@gmail.com

CEI / ISCAP / IPP www.iscap.ipp.pt/~cei – cei@iscap.ipp.pt

Estarei presente neste Colóquio. O meu interesse recai sobre a ria de Aveiro e as embarcações tradicionais. Este colóquio terá a presença da investigadora Drª Ana Maria Lopes, conhecedora da nossa ria e das embarcações tradicionais, entre outros oradores: um construtor naval, um pintor de painéis de barcos moliceiros e o presidente da AMIRIA. Outros temas serão abordados por oradores conceituados, todos eles de extrema importância para a nossa realidade marítima e lagunar.

Publicado por: barcos na ria | 13/10/2009

Projecto DORNA

imagens 383

Divulgação

PROJECTO DORNA

“Com o projecto DORNA a AIM irá criar uma ferramenta que ajudará à conservação do património histórico das embarcações tradicionais e dos estaleiros que os construíram e ainda constroem.

Serão realizadas no âmbito deste projecto diversas acções. Assim, será realizado um plano director de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais existentes, será criada uma rede de especialistas para a melhoria da competitividade do sector e um plano director de embarcações tradicionais no espaço atlântico que incluirá a definição e desenvolvimento de uma série de propostas de melhoria, tanto no que se refere ao produto, como à promoção do mesmo incluindo a sua comercialização e distribuição.
Será elaborada uma plataforma de comércio electrónico que permitirá às empresas de construção de embarcações tradicionais aceder aos mercados internacionais.”

fonte:

http://www.aim.pt/index.php?mod=articles&action=viewArticle&article_id=136&category_id=27

Notícia

Marca certificada europeia relança barcos tradicionais portugueses.

“A marca “Bate – Barco Alântico Tradicional Europeu” vai certificar a construção naval das embarcações típicas portuguesas,  garantindo a qualidade dos materiais utilizados e a autenticidade do seu desenho.

As muletas podem voltar ao Tejo. Hoje desaparecidas, foram as principais embarcações utilizadas até ao início do século XX na pesca do arrasto efectuada ao largo da costa da Caparica. Tal como as muletas, há outros tipos de barcos tradicionais portugueses que poderão ter uma segunda vida, ao abrigo do Projecto Dorna, promovido pela Associação das Indústrias Marítimas (AIM). Este projecto está a desenvolver a marca BATE – Barco Atlântico Tradicional Europeu, que certificará a qualidade da sua construção, desde o tipo de madeira utilizada, até à técnica utilizada no seu fabrico, que seguirá os melhores padrões da carpintaria naval.

Filipe Duarte, director técnico da AIM, refere que o projecto Dorna está bastante avançado, sendo liderado pela Diputación Provincial de A Coruña. Além da portuguesa AIM, o Dorna integra ainda o Colégio Oficial de Arquitectos de Galicia, a Agencia de Desarollo Comarcal OARSOALDEA, o Causeway Coast Maritime Heritage Group e a GALGAEL - ambas instituições do Reino Unido -, e a Conselleria de Pesca espanhola.

O objectivo deste projecto é recuperar a construção naval tradicional, que está a desaparecer em toda a Europa, conservando um património histórico cuja manutenção só é viável se a indústria naval tradicional for modernizada de forma inteligente. Este objectivo só é concretizado se forem cruzadas diversas valências, entre as quais a formação profissional, o desporto, o turismo e a actividade comercial, além da perspectiva didáctica e cultural.

Para o efeito, a AIM refere que estão a ser efectuados planos directores de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais portugueses e de levantamento das embarcações tradicionais do espaço atlântico. Outro vector fundamental deste projecto é a criação de uma plataforma de comércio electrónico que facilitará o acesso dos estaleiros tradicionais aos mercados que têm apetência pelas embarcações de madeira típicas.

Já foram identificados os principais estaleiros que podem ser incluídos no projecto Dorna, entre os quais a Socrenaval, de Vila Nova de Gaia, onde se continuam a construir barcos rabelos. Tal como os moliceiros construídos na zona de Ílhavo, perto de Aveiro. “Aliás, o próprio presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, tem sido um estusiasta deste projecto”, refere Filipe Duarte, comentando que “esta zona, da área de influência da ria de Aveiro, beneficia da experiência do museu marítimo local”.

Mas haverá muitos outros estaleiros navais tradicionais susceptíveis de serem integrados neste projecto, tais como o Réplica Fiel, no Seixal, embora a iniciativa dos accionistas e donos dos estaleiros seja determinante, porque serão eles que terão de candidatar as suas unidades ao processo de modernização que posteriomente as transformará em Museus Vivos.

“Quando tudo estiver operacionalizado, serão novamente construídas embarcações que já desapareceram em Portugal, para as quais haverá provas desportivas e regatas internacionais que contribuirão para promover a sua utilização”, comenta o director técnico da AIM.

Finalmente, haverá uma componente turística, fundamental neste projecto, porque contribuirá para a sua rentabilização. Na realidade, estas embarcações são emblemáticas e servem de ex-libris regionais. A ideia é integrar os barcos típicos portugueses nos pacotes turísticos promovidos pelas agências de viagens, de forma a disponibilizar viagens costeiras com uma componente cultural regional. “Mas o projecto Dorna não se fica por aqui, porque foram previstas muitas outras iniciativas, como seminários, eventos transnacionais, exposições e workshops”, adianta Filipe Duarte.”

fonte:

J. F. Palma-Ferreira, da “Exame expresso”, de Terça-feira, 28 de Abril de 2009

http://aeiou.expresso.pt/marca-certificada-europeia-relanca-barcos-tradicionais-portugueses=f511392

Publicado por: barcos na ria | 13/10/2009

“Apanha do moliço é coisa importante! (blog de Lina Letra)

Divulgação

Trabalho de pesquisa no âmbito de Mestrado em Comunicação Multimédia da Universidade de Aveiro pela designer Lina Letra

“Rede social dedicada à faina da apanha do moliço, elemento constituinte do património cultural da região de Aveiro e do seu povo.


“Este trabalho surge no âmbito do Mestrado em Comunicação Multimédia da Universidade de Aveiro e parte do interesse em compreender o potencial e o contributo de uma plataforma participativa online, para a salvaguarda do património cultural imaterial dos locais, das memórias e histórias a ele associadas.
O presente trabalho dedica-se especificamente à “apanha do moliço”, uma actividade característica da Ria de Aveiro que já não se pratica, mas cujos métodos, os meios, e tudo o que lhe está associado, podem ainda ser recriados e se encontram ainda na memória de alguns antigos Moliceiros.
Paralelamente à “adopção” desta plataforma, foi desenvolvido algum trabalho de campo, nomeadamente: captura audiovisual, captura fotográfica e análise de bibliografia dedicada à apanha do moliço e ao barco moliceiro.
A recolha dos conteúdos audiovisuais e fotográficos não ultrapassa os limites geográficos de Pardilhó (a Norte) e da Murtosa (a Sul).
As imagens mais antigas, presentes nos vídeos, foram gentilmente cedidas pela Imagoteca do Museu da cidade de Aveiro.
O “arranque” da presente plataforma foi feito com a disponibilização dos conteúdos atrás referidos, sendo que, devido aos recursos temporais e logísticos disponíveis, não foi possível conseguir a abrangência inicialmente desejada na recolha dos conteúdos.
Pretende-se que esta rede social, dedicada à faina da apanha do moliço, se desenvolva e evolua com o apoio de todos os que têm algo a partilhar relativo a esta realidade e que por ela se interessam ou sentem algum grau de envolvimento.”

fonte: http://apanhadomolico.ning.com/

Visite o site:
http://apanhadomolico.ning.com

Publicado por: barcos na ria | 13/10/2009

“Espreita aqui! Painéis brejeiros de moliceiros”

Exposição: “Espreita Aqui! Painéis Brejeiros de Moliceiros”

de 21 de Setembro a 6 de Dezembro no  Museu da Cidade de Aveiro

“Exposição “Espreita Aqui” Painéis brejeiros de moliceiros” de Andreia Figueiredo (DeCA da Universidade de Aveiro).

Espreita Aqui! Painéis Brejeiros de Moliceiros

“Espreita Aqui!” explora os painéis dos Barcos Moliceiros de temática brejeira numa nova dimensão, apresentando-os de um modo inovador e convidativo à interacção. Patente até 6 de Dezembro, a mostra pode ser apreciada terça-feira a domingo, das 10.00 às 12.00 horas e das 14.30 às 18.00 horas, no Museu da Cidade de Aveiro.
Há eternos elementos identitários que carregam toda uma história de quotidianos, celebrações e mágoas. A cidade de Aveiro não é excepção, mantendo memórias flutuantes da sua identidade.
O barco moliceiro adquiriu estatuto de símbolo de cidade. Os painéis de carácter brejeiro, uma das temáticas pintadas na embarcação, situam-se entre o pecaminoso e o pueril de humor popular.”

fonte:

http://www.aveiro.co.pt/agendacultural.aspx?id=2106&notic=Espreita%20Aqui!%20Pain%C3%A9is%20Brejeiros%20de%20Moliceiros

IMG_5448_10x15cm_mdagua

autora:

Designer Andreia Figueiredo – DeCa -Universidade de Aveiro

Publicado por: barcos na ria | 16/09/2009

Festa dos amigos e vizinhos – 19_09_09

festa dos amigos e vizinhos_cartaz

Programa na cidade de Aveiro:

A Chegada da Rainha a Aveiro

Chegada de barcos de Ovar (amigos e vizinhos pela ria) que vêm acompanhar a Rainha
D. Maria II (Companhia CETA) no seu regresso à cidade de Aveiro (actividade
organizada conjuntamente com a CM Ovar);

Entrega das chaves da cidade pelo então presidente da Câmara na Praça Melo Freitas;

dança/canto em homenagem à rainha;

Cortejo pelas ruas da Beira‐Mar em direcção ao Rossio;

A Visita da rainha ao espaço da festa dos Amigos (Rossio).

Piquenique colectivo no Rossio

Algumas imagens do evento:

barcos moliceiros no canal central

barcos moliceiros no canal central

 Visita da rainha ao espaço da festa dos Amigos (Rossio).

Visita da rainha ao espaço da festa dos Amigos (Rossio).

exposição de fotografia e workshop de pintura

exposição de fotografia e workshop de pintura

Grupo Folclorico de Esgueira

Grupo Folclorico de Esgueira

Mensagens Antigas »

Categorias