UMA EMBARCAÇÃO TRADICIONAL DA RIA DE AVEIRO – barco moliceiro “Pardilhoense”
É um barco moliceiro tradicional – o “Pardilhoense”, atracado em águas do sul da Ria de Aveiro – Marina do Jardim Oudinot (Forte da Barra), Gafanha da Nazaré.
Trata-se de um barco moliceiro recuperado por quem valoriza este património. Esta embarcação deixou de servir para a função da apanha do moliço – tendo ficado ancorado num esteiro aguardando o seu fim “de vida”.
Recuperado em Junho de 2011, tem navegado ao longo deste território lagunar transportando turistas e gente que aprecia e valoriza esta embarcação e este ambiente.
Com vento e sabor a maresia um passeio neste barco proporciona sensações únicas. Navegando à vela, valoriza-se e desfruta-se deste meio aquático e da performance desta embarcação secular.
Navegar num barco moliceiro à vela, é como reviver um pouco da história das gentes ribeirinhas.
Conhecer a embarcação por dentro, senti-la nas manobras, observar as suas linhas harmoniosas e a sua proa altiva sulcando as águas calmas da ria, provoca sensações únicas – vicia, seduz, entranha-se!
As grandes regatas de barcos moliceiros ainda se mantêm, mas cada vez com menos participação.
Restam poucos barcos tradicionais, cerca de 10.
Lamentavelmente, o barco moliceiro tem vindo a sofrer alterações formais devido à sua nova função – a do turismo.
Restam três embarcações ao serviço do
turismo que ainda navegam à vela, mantendo este tradicional meio de propulsão, sem alterações formais.
Humildemente, sinto que tive o privilégio de poder navegar numa embarcação secular, de grande valor museológico, em ambiente natural.
É de aproveitar esta oportunidade para conhecer este ex-líbris regional, que ainda transporta no seu tabuado a história de um povo.
Etelvina Almeida, 30 de abril de 2014
INFO:
https://www.facebook.com/moliceirodacostanova


Qual será o tradicional…. o pintado com influencias do Minho ou o negro do sul da Ria??????????…. agora até chamam moliceiro pequeno á erveira pintada… é quase como quem nasceu primeiro…. o ovo ou a galinha??? Está na altura de se começar a trabalhar as barcas arqueologicamente…. o que vemos hoje não é historia… É quase como o problema do barco do mar…. os antigos eram iguais aos que terminaram o período do remo….ou eram iguais ao saveiro/meia lua da Caparica com os remos curtos???????? começo a inclinar-me para esta solução porque o eucalipto só chegou cá perto do sec XX….
António Angeja
By: Antonio Angeja on 07/06/2015
at 11:31 PM
em primeiro, a adjectivação “tradicional” do moliceiro preocupa-me, embora sabendo o porquê. para mim há o barco moliceiro e os bastardos amputados de mastro, até de fibra mal “paridos”, que navegam no canal de aveiro e adjacentes, em passeios turísticos. espelho baço em que se podem rever os que na terra (des)mandam.
seria interessante saber quais os outros dois moliceiros que fazem passeios na ria e à vela, ou serão mais? lembro-me do “dos netos”, do ” a rendeiro” e do “marnoto”…. serão demais?
antes de ser “pardilhoense” que outra designação teve o barco e de onde veio?
ao miguel matias, que tomou a iniciativa de mandar recuperar um moliceiro, manter as suas características e fazer turismo com ele, a ti etelvina, estudiosa das embarcações tradicionais da ria, obrigado
By: ahcravo on 30/04/2014
at 4:50 AM