Publicado por: barcos na ria | 13/10/2009

Projecto DORNA


imagens 383

Divulgação

PROJECTO DORNA

“Com o projecto DORNA a AIM irá criar uma ferramenta que ajudará à conservação do património histórico das embarcações tradicionais e dos estaleiros que os construíram e ainda constroem.

Serão realizadas no âmbito deste projecto diversas acções. Assim, será realizado um plano director de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais existentes, será criada uma rede de especialistas para a melhoria da competitividade do sector e um plano director de embarcações tradicionais no espaço atlântico que incluirá a definição e desenvolvimento de uma série de propostas de melhoria, tanto no que se refere ao produto, como à promoção do mesmo incluindo a sua comercialização e distribuição.
Será elaborada uma plataforma de comércio electrónico que permitirá às empresas de construção de embarcações tradicionais aceder aos mercados internacionais.”

fonte:

http://www.aim.pt/index.php?mod=articles&action=viewArticle&article_id=136&category_id=27

Notícia

Marca certificada europeia relança barcos tradicionais portugueses.

“A marca “Bate – Barco Alântico Tradicional Europeu” vai certificar a construção naval das embarcações típicas portuguesas,  garantindo a qualidade dos materiais utilizados e a autenticidade do seu desenho.

As muletas podem voltar ao Tejo. Hoje desaparecidas, foram as principais embarcações utilizadas até ao início do século XX na pesca do arrasto efectuada ao largo da costa da Caparica. Tal como as muletas, há outros tipos de barcos tradicionais portugueses que poderão ter uma segunda vida, ao abrigo do Projecto Dorna, promovido pela Associação das Indústrias Marítimas (AIM). Este projecto está a desenvolver a marca BATE – Barco Atlântico Tradicional Europeu, que certificará a qualidade da sua construção, desde o tipo de madeira utilizada, até à técnica utilizada no seu fabrico, que seguirá os melhores padrões da carpintaria naval.

Filipe Duarte, director técnico da AIM, refere que o projecto Dorna está bastante avançado, sendo liderado pela Diputación Provincial de A Coruña. Além da portuguesa AIM, o Dorna integra ainda o Colégio Oficial de Arquitectos de Galicia, a Agencia de Desarollo Comarcal OARSOALDEA, o Causeway Coast Maritime Heritage Group e a GALGAEL – ambas instituições do Reino Unido -, e a Conselleria de Pesca espanhola.

O objectivo deste projecto é recuperar a construção naval tradicional, que está a desaparecer em toda a Europa, conservando um património histórico cuja manutenção só é viável se a indústria naval tradicional for modernizada de forma inteligente. Este objectivo só é concretizado se forem cruzadas diversas valências, entre as quais a formação profissional, o desporto, o turismo e a actividade comercial, além da perspectiva didáctica e cultural.

Para o efeito, a AIM refere que estão a ser efectuados planos directores de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais portugueses e de levantamento das embarcações tradicionais do espaço atlântico. Outro vector fundamental deste projecto é a criação de uma plataforma de comércio electrónico que facilitará o acesso dos estaleiros tradicionais aos mercados que têm apetência pelas embarcações de madeira típicas.

Já foram identificados os principais estaleiros que podem ser incluídos no projecto Dorna, entre os quais a Socrenaval, de Vila Nova de Gaia, onde se continuam a construir barcos rabelos. Tal como os moliceiros construídos na zona de Ílhavo, perto de Aveiro. “Aliás, o próprio presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, tem sido um estusiasta deste projecto”, refere Filipe Duarte, comentando que “esta zona, da área de influência da ria de Aveiro, beneficia da experiência do museu marítimo local”.

Mas haverá muitos outros estaleiros navais tradicionais susceptíveis de serem integrados neste projecto, tais como o Réplica Fiel, no Seixal, embora a iniciativa dos accionistas e donos dos estaleiros seja determinante, porque serão eles que terão de candidatar as suas unidades ao processo de modernização que posteriomente as transformará em Museus Vivos.

“Quando tudo estiver operacionalizado, serão novamente construídas embarcações que já desapareceram em Portugal, para as quais haverá provas desportivas e regatas internacionais que contribuirão para promover a sua utilização”, comenta o director técnico da AIM.

Finalmente, haverá uma componente turística, fundamental neste projecto, porque contribuirá para a sua rentabilização. Na realidade, estas embarcações são emblemáticas e servem de ex-libris regionais. A ideia é integrar os barcos típicos portugueses nos pacotes turísticos promovidos pelas agências de viagens, de forma a disponibilizar viagens costeiras com uma componente cultural regional. “Mas o projecto Dorna não se fica por aqui, porque foram previstas muitas outras iniciativas, como seminários, eventos transnacionais, exposições e workshops”, adianta Filipe Duarte.”

fonte:

J. F. Palma-Ferreira, da “Exame expresso”, de Terça-feira, 28 de Abril de 2009

http://aeiou.expresso.pt/marca-certificada-europeia-relanca-barcos-tradicionais-portugueses=f511392


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: