Publicado por: barcos na ria | 08/01/2009

Octávio Lixa Filgueiras


Arquitecto português, Octávio Lixa Filgueiras nasceu em 1922, no Porto, estudou Arquitectura na ESBAP – Escola Superior de Belas-Artes do Porto, de 1942 a 1949, recebendo o diploma em 1954, onde defendeu um trabalho de fim de curso de índole eminentemente teórica sobre “Urbanismo: Um Tema Rural”, obtendo a classificação de 20 valores. Esta tese só se tornou possível devido à grande reforma feita no ensino da Arquitectura no Porto, promovida pelo director da ESBAP, o arquitecto Carlos Ramos.
Participou, com os arquitectos Arnaldo Araújo e Carlos Carvalho Dias, em 1955, numa das seis equipas que elaboraram o inquérito à arquitectura popular portuguesa, tendo estudado a Zona 2 – Trás-os-Montes e Alto Douro, que resulta na publicação de um livro, em 1961, sob o título Arquitectura Popular em Portugal . Este registo reveste-se de particular importância dado que constitui uma reflexão e interpretação da arquitectura popular portuguesa, transformando-se numa referência a diversos níveis (tipológico, identidade de materiais, forma e imagem), o que muito influenciou a produção e reflexão arquitectónicas das gerações seguintes.
Entre 1956 e 1957 trabalhou na DGEMN – Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, onde entrou por concurso.
Foi professor da ESBAP desde 1957 e da FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto a partir de 1985 até 1991.
De 1983 a 1985 foi assessor do Gabinete de Urbanização da Câmara Municipal do Porto.
Durante a sua vida interessou-se pela etnografia e arqueologia naval, elaborando um inquérito às Embarcações Tradicionais Portuguesas (1955-1977), o que o leva a não ter uma vasta obra arquitectónica construída, mas resulta num grande número de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais nas áreas de arquitectura, tecnologia e arqueologia naval. Faleceu em 1996.
As suas principais obras são: o conjunto de moradias na Rua de São Tomé, Porto (1961); a banda de habitações, na Rua Leonardo Coimbra, Porto (1962); algumas estações de telefone, Álvaro Castelões e Nevogilde (Porto), Gaia e Matosinhos; e a Caixa Geral de Depósitos, Vila do Conde.


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